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Sociedade Civil e representantes do Governo se reúnem para discutir políticas publicas para o semiárido    - Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido

12/06/2019 às 09h17min - Atualizada em 12/06/2019 às 09h58min

Sociedade Civil e representantes do Governo se reúnem para discutir políticas publicas para o semiárido   

 O Encontro Estadual do Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido contou com a participação de representantes do Governo e parlamentares do Estado.

Sociedade Civil e representantes do Governo se reúnem para discutir políticas publicas para o semiárido   

Membros das entidades que formam o Fórum Piauiense de Convivência com Semiárido (FPCSA) se reuniram em Teresina, nesta segunda (10) e terça feira (11), para debater e fortalecer as ações de convivência com o semiárido no Estado do Piauí. Como temática, o evento destacou a “Reforma da Previdência, Retirada de Direitos e Incidência Política” e contou com a participação de representantes do Governo e parlamentares do Estado.


Os Encontros Estaduais fazem parte da metodologia de ações do FPCSA e está inserido dentro do calendário anual das entidades, como momento de avaliar, planejar e estabelecer metas para o fortalecimento das políticas voltadas para o semiárido.



Neste encontro, um dos focos de debate foi a Reforma da Previdência e o impacto dessa no meio rural. Durante toda a manhã do primeiro dia do evento Maria Barros, da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Piauí (FETAG-PI) e o sociólogo Carlos Humberto Campos, da Cáritas Regional do Piauí, fizeram uma analise de conjuntura da atual situação do País e o impacto da Reforma da Previdência no campo.


O governo federal já entregou ao Congresso Nacional o Texto definitivo com a proposta da Reforma.  Para Maria Barros, da FETAG, os rurais serão os trabalhadores mais afetados pelas mudanças previdenciárias, sobretudo pela criação de uma contribuição compulsória para ter direito aos benefícios do INSS. Além disso, a idade para os homens continuaria 60 anos, como é atualmente, sendo a alteração apenas na idade para aposentadoria rural da mulher, que passaria dos atuais 55 anos para 60 anos, como os homens. A mudança mais radical para os trabalhadores rurais é na forma de contribuir e comprovar atividade rural no INSS. A declaração do sindicato dos trabalhadores rurais perdeu a sua validade para comprovação do exercício rural.


Carlos Humberto destaca que o motivo principal da Reforma da Previdência é atender os interesses do capitalismo, desprezando assim as classes trabalhadoras e suas dificuldades. “Essa reforma destrói o nosso futuro, acaba com o principio da solidariedade que é a seguridade social, dificulta a vida das mulheres e prejudica de forma cruel o homem do campo”, diz.


 


Maria Barros da FETAG acredita que a Reforma da Previdência será aprovada, mas diz acreditar também na força da mobilização popular e destaca a importância de vigiar e colocar pressão, a partir dessas mobilizações, para que haja uma flexibilização no texto no tocante ao meio rural.  “Eles dizem que os rurais tão fora, mas se fizer uma regra geral, estaremos dentro do mesmo jeito. Não adianta discurso, é necessário a gente vê na prática, botar pressão como é que os trabalhadores e as trabalhadoras vão está dentro da Reforma da Presidência”, diz


 


 


Após a fala dos convidados, o espaço foi aberto às colocações dos participantes do evento, alguns destacaram a angústia de vê o discurso da grande mídia sendo reproduzido nas comunidades. “Tem trabalhador rural defendendo a reforma, dizendo que é necessária, que o Governo está certo”. Maria Barros destacou a importância de se trabalhar a base para a desconstrução o discurso massivo que vem se perpetuando no campo. 


 


“Nossos agricultores e agricultoras escutam todos os dias na TV o mesmo discurso, e uma mentira contada vária vezes tende a se transformar em verdade. Nós precisamos fazer esse trabalho na ponta, as nossas associações estão desmobilizadas, porque a militância foi tirando essa essência das rodadas de conversas, das místicas que é aí é que a gente bebe de uma fonte diferenciada”, disse.


 


Ações de fortalecimento da Convivência


 


Durante a tarde foi o momento de repassar para os presentes as ultimas ações realizadas pelo Fórum, como o Encontro Estadual de Sementes da Fartura realizado em Pedro II, onde foi apresentado a Lei Estadual de Sementes; o Encontro de Sementes realizado pela Kolping Estadual do Piauí, e o Intercâmbio das Professoras/es realizado na Ecoescola Thomas a Kempis em Pedro II, que debateu as conquistas e desafios da educação do campo.


A Professora da UFPI, Valéria Silva, fez uma participação no evento para articular a participação do Piauí no Congresso Brasileiro de Agroecologia e apresentar a rede Piauiense de Agroecologia ArRepia.



 


Incidência política para as ações de convivência


O segundo dia do Encontro Estadual foi voltado para o fortalecimento do diálogo que já está sendo feito com alguns secretários de Governo e parlamentares na construção conjunta de políticas voltadas para o campo e à convivência com o semiárido.


Uma mesa de diálogo foi formada com a participação do Secretário de Agricultura familiar do Estado, Herbert Buenos Aires, que falou sobre as políticas de sua secretaria com foco direto na convivência com o semiárido. Em sua fala o Secretário destacou, ainda, a importância da aproximação dos movimentos socais com o Governo, para a construção de políticas voltadas à região. 



Mesa de diálogo 


Os deputados Limma e Franzé, que fazem parte da Frente Parlamentar da Agricultura familiar na Assembleia Legislativa, também estiveram presentes no evento e falaram sobre a importância da aproximação do Estado com os movimentos sociais.


“Queremos colocar como pauta do Piauí essa reorganização do executivo estadual, olhando para agricultura familiar como a saída da economia para o Estado, buscando forma de fazer com que o executivo tenha essa pauta como prioritária, mas uma prioridade factível com orçamento, com Programas, mas acima de tudo com a aproximação de quem executa no dia a dia  as politicas públicas, que são as entidades”, disse o deputado Franzé.


Também estiveram presente na mesa de diálogo Francisco das Chagas Ribeiro, superintendente da SAF e Elisângela, presidnete da FETAG-PI. 


O coordenador do FPCSA, João Evangelista, avaliou o evento como um importante momento de avanço no diálogo com outras representações importante no Estado, que podem somar na luta por políticas públicas voltadas à região semiárida “Foi um evento importante que sinaliza um avanço no diálogo com o Estado. Trouxemos essas representações para o evento para a gente construir essas relações e poder reivindicar documentalmente e presencialmente junto ao governo, junto ao legislativo as ações que precisamos construir para continuarmos lutando por políticas públicas que fortaleçam o semiárido, o campo, a agricultura familiar”, disse.



 


Paula Andreas/ Comunicadora Popular do Cerac



AUTOR/FONTE:

Ascom

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